- Interior Design ServedProject Featured On:Interior Design Served — 2/9/13
APARTAMENTO JÚLIA SERRA
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Description
uma bela vista.
alçado no parapeito admiro o movimento dos pescadores, dos sargaceiros e duas varinas (existem ainda!), todos enquadrados pela linha que distingue o azul cinzento do céu, do prata-azulado do mar. imagino o buliço da póvoa de varzim há 30 anos atrás. a meteorologia da costa atlântica norte é por vezes agreste, mas bela. o prédio faz um gaveto de cantos assotados, resulta uma estranha geometria de espaços no interior das fracções. O t2 tem 70 m2 de área bruta e quase nada nas áreas úteis. as paredes ocupam demasiado espaço. a arquitectura é fraca, o seu tempo passou – se é que existe tempo para má arquitectura – está desgastada e soçobra na praia.
o problema é ganhar dimensão. é uma obra de demolição. criei um espaço aberto com um quarto de dormir e um wc, onde antes existiam dois exemplares de cada. mantive apenas pilares, vigas, as paredes que contêm instalações comuns (cozinha e banho). nas paredes exteriores, os recantos foram colmatados com armários - ordenaram-se os limites.
os tectos foram trabalhados de modo a contornar os acidentes estruturais e dar consequência à geometria proposta. para resolver estes acidentes, no caso os pilares incómodos, dispuseram-se duas formas singulares em forma, brilho e cor no centro do espaço que o organizam:
forma 1 - paralelepípedo rectângulo - um armário preto protege o olhar indiscreto da porta de entrada para o âmago da casa.
forma 2 – prisma trapezoidal - um armário cinza, impõe os alinhamentos que faltavam, estruturando e conformando as diversas funções do espaço livre comum em sentido centrífugo. em forma de diamante, as suas arestas oferece múltiplos reflexos para o espaço e faces individuais para a copa (passa pratos), para a cozinha e para a sala de jantar.
afagaram-se as paredes, amaciaram-se os ângulos arredondando arestas e cantos, a geometria obtusa tornou-se orgânica. vestiu-se de cinza claro. estendeu-se um tapete contínuo no chão em madeira de freixo. lacaram-se as superfícies de carpintaria e soltou-se o brilho de uma pedra branca.
optou-se por caixilharia dupla, por razões climáticas, porque as caixilharias do prédio são pretas e porque as queria brancas no interior.
alçado no parapeito admiro o movimento dos pescadores, dos sargaceiros e duas varinas (existem ainda!), todos enquadrados pela linha que distingue o azul cinzento do céu, do prata-azulado do mar. imagino o buliço da póvoa de varzim há 30 anos atrás. a meteorologia da costa atlântica norte é por vezes agreste, mas bela. o prédio faz um gaveto de cantos assotados, resulta uma estranha geometria de espaços no interior das fracções. O t2 tem 70 m2 de área bruta e quase nada nas áreas úteis. as paredes ocupam demasiado espaço. a arquitectura é fraca, o seu tempo passou – se é que existe tempo para má arquitectura – está desgastada e soçobra na praia.
o problema é ganhar dimensão. é uma obra de demolição. criei um espaço aberto com um quarto de dormir e um wc, onde antes existiam dois exemplares de cada. mantive apenas pilares, vigas, as paredes que contêm instalações comuns (cozinha e banho). nas paredes exteriores, os recantos foram colmatados com armários - ordenaram-se os limites.
os tectos foram trabalhados de modo a contornar os acidentes estruturais e dar consequência à geometria proposta. para resolver estes acidentes, no caso os pilares incómodos, dispuseram-se duas formas singulares em forma, brilho e cor no centro do espaço que o organizam:
forma 1 - paralelepípedo rectângulo - um armário preto protege o olhar indiscreto da porta de entrada para o âmago da casa.
forma 2 – prisma trapezoidal - um armário cinza, impõe os alinhamentos que faltavam, estruturando e conformando as diversas funções do espaço livre comum em sentido centrífugo. em forma de diamante, as suas arestas oferece múltiplos reflexos para o espaço e faces individuais para a copa (passa pratos), para a cozinha e para a sala de jantar.
afagaram-se as paredes, amaciaram-se os ângulos arredondando arestas e cantos, a geometria obtusa tornou-se orgânica. vestiu-se de cinza claro. estendeu-se um tapete contínuo no chão em madeira de freixo. lacaram-se as superfícies de carpintaria e soltou-se o brilho de uma pedra branca.
optou-se por caixilharia dupla, por razões climáticas, porque as caixilharias do prédio são pretas e porque as queria brancas no interior.
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uma bela vista.
alçado no parapeito admiro o movimento dos pescadores, dos sargaceiros e duas varinas (existem ainda!), todos enquadrados pela linha que distingue o azul cinzento do céu, do prata-azulado do mar. imagino o buliço da póvoa de varzim há 30 anos atrás. a meteorologia da costa atlântica norte é por vezes agreste, mas bela. o prédio faz um gaveto de cantos assotados, resulta uma estranha geometria de espaços no interior das fracções. O t2 tem 70 m2 de área bruta e quase nada nas áreas úteis. as paredes ocupam demasiado espaço. a arquitectura é fraca, o seu tempo passou – se é que existe tempo para má arquitectura – está desgastada e soçobra na praia.
o problema é ganhar dimensão. é uma obra de demolição. criei um espaço aberto com um quarto de dormir e um wc, onde antes existiam dois exemplares de cada. mantive apenas pilares, vigas, as paredes que contêm instalações comuns (cozinha e banho). nas paredes exteriores, os recantos foram colmatados com armários - ordenaram-se os limites.
os tectos foram trabalhados de modo a contornar os acidentes estruturais e dar consequência à geometria proposta. para resolver estes acidentes, no caso os pilares incómodos, dispuseram-se duas formas singulares em forma, brilho e cor no centro do espaço que o organizam:
forma 1 - paralelepípedo rectângulo - um armário preto protege o olhar indiscreto da porta de entrada para o âmago da casa.
forma 2 – prisma trapezoidal - um armário cinza, impõe os alinhamentos que faltavam, estruturando e conformando as diversas funções do espaço livre comum em sentido centrífugo. em forma de diamante, as suas arestas oferece múltiplos reflexos para o espaço e faces individuais para a copa (passa pratos), para a cozinha e para a sala de jantar.
afagaram-se as paredes, amaciaram-se os ângulos arredondando arestas e cantos, a geometria obtusa tornou-se orgânica. vestiu-se de cinza claro. estendeu-se um tapete contínuo no chão em madeira de freixo. lacaram-se as superfícies de carpintaria e soltou-se o brilho de uma pedra branca.
optou-se por caixilharia dupla, por razões climáticas, porque as caixilharias do prédio são pretas e porque as queria brancas no interior. Read Less
alçado no parapeito admiro o movimento dos pescadores, dos sargaceiros e duas varinas (existem ainda!), todos enquadrados pela linha que distingue o azul cinzento do céu, do prata-azulado do mar. imagino o buliço da póvoa de varzim há 30 anos atrás. a meteorologia da costa atlântica norte é por vezes agreste, mas bela. o prédio faz um gaveto de cantos assotados, resulta uma estranha geometria de espaços no interior das fracções. O t2 tem 70 m2 de área bruta e quase nada nas áreas úteis. as paredes ocupam demasiado espaço. a arquitectura é fraca, o seu tempo passou – se é que existe tempo para má arquitectura – está desgastada e soçobra na praia.
o problema é ganhar dimensão. é uma obra de demolição. criei um espaço aberto com um quarto de dormir e um wc, onde antes existiam dois exemplares de cada. mantive apenas pilares, vigas, as paredes que contêm instalações comuns (cozinha e banho). nas paredes exteriores, os recantos foram colmatados com armários - ordenaram-se os limites.
os tectos foram trabalhados de modo a contornar os acidentes estruturais e dar consequência à geometria proposta. para resolver estes acidentes, no caso os pilares incómodos, dispuseram-se duas formas singulares em forma, brilho e cor no centro do espaço que o organizam:
forma 1 - paralelepípedo rectângulo - um armário preto protege o olhar indiscreto da porta de entrada para o âmago da casa.
forma 2 – prisma trapezoidal - um armário cinza, impõe os alinhamentos que faltavam, estruturando e conformando as diversas funções do espaço livre comum em sentido centrífugo. em forma de diamante, as suas arestas oferece múltiplos reflexos para o espaço e faces individuais para a copa (passa pratos), para a cozinha e para a sala de jantar.
afagaram-se as paredes, amaciaram-se os ângulos arredondando arestas e cantos, a geometria obtusa tornou-se orgânica. vestiu-se de cinza claro. estendeu-se um tapete contínuo no chão em madeira de freixo. lacaram-se as superfícies de carpintaria e soltou-se o brilho de uma pedra branca.
optou-se por caixilharia dupla, por razões climáticas, porque as caixilharias do prédio são pretas e porque as queria brancas no interior. Read Less
Published: May 03, 2012
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